Vivemos um tempo em que os desastres parecem se suceder sem pausa. Enchentes, deslizamentos, incêndios, colapsos ambientais. Costumamos chamá-los de “tragédias naturais”, mas, cada vez mais, sabemos que não o são. A natureza reage. O que vemos é, muitas vezes, consequência direta do nosso próprio desmazelo, da negligência acumulada, da ruptura profunda entre humanidade eContinuarContinuar lendo “Arte, crises ambientais e resiliência: o que esquecemos de ouvir da terra”
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Entre a Galícia e os Andes: as raízes celtas que cruzaram o Atlântico
Há fios da história que parecem invisíveis — até que a memória os ilumina. Entre a Irlanda e o Chile, dois extremos do mundo atlântico, existe um desses fios: uma conexão celta que atravessou mares, impérios e séculos, deixando marcas sutis no tecido da América do Sul. Poucos sabem que o Chile no tempos daContinuarContinuar lendo “Entre a Galícia e os Andes: as raízes celtas que cruzaram o Atlântico”
Entre lendas e silêncios: a colonização da América e a disputa pela memória
Há poucos dias, assisti a uma mesa-redonda da Facultad de Geografía e Historia de Salamanca intitulada “La manipulación de la colonización de América”. O encontro reuniu professores e pesquisadores que discutiram um tema urgente — e que toca não apenas a Espanha, mas também o Brasil e toda a América Latina: a forma como oContinuarContinuar lendo “Entre lendas e silêncios: a colonização da América e a disputa pela memória”
Wardruna (guardião dos segredos): A arte como ponte entre humanidade e natureza
O chamado ancestral em Bjørnesyster, Bjørnebror — Wardruna Há músicas que carregam um poderosa mensagem.Quando Bjørnesyster, Bjørnebror começa, sentimos que não ouvimos apenas sons — ouvimos uma lembrança antiga, uma pulsação que atravessa os séculos e nos convida a retornar. “Bjørnesyster, Bjørnebror / Eg leitar støtt, finn berre spor…”“Irmã Ursa, Irmão Urso / Eu procuroContinuarContinuar lendo “Wardruna (guardião dos segredos): A arte como ponte entre humanidade e natureza”
A música que uniu mundos: do Atlântico celta ao coração do Brasil
Antes de ser país, o Brasil foi sonho. Da ilha mítica dos celtas às canções do sertão, a história revela um fio invisível que une gaitas, violas e memórias — um Atlântico sonoro onde o passado ainda ressoa. Essas lendas que atravessam oceanos antes de se tornarem geografia. O nome Brasil, antes de ser oContinuarContinuar lendo “A música que uniu mundos: do Atlântico celta ao coração do Brasil”
Kalevala: As Canções que Atravessam o Tempo
Há livros que não pertencem apenas à literatura, mas à própria alma de um povo.O Kalevala, epopeia nacional da Finlândia, é um desses raros exemplos em que a poesia e a memória coletiva se tornam um só canto.Ler o Kalevala é como ouvir uma terra cantar — sentir que as palavras têm corpo, respiração eContinuarContinuar lendo “Kalevala: As Canções que Atravessam o Tempo”
O Futuro que Desperta do Passado
Há descobertas que mudam não apenas o rumo da ciência, mas também a forma como enxergamos a nós mesmos. Foi isso que senti ao mergulhar no curso de Caio Fábio, O Futuro é Pré-Diluviano e nas descobertas arqueológica de Göbekli Tepe, na Turquia. Não se trata apenas de arqueologia ou curiosidade acadêmica; é um conviteContinuarContinuar lendo “O Futuro que Desperta do Passado”
RUINAS QUE FALAM: A memória viva dos Povos Andinos
Um olhar crítico sobre a história antes de 1500, os relatos indígenas silenciados e a complexidade dos cronistas da conquista. Por séculos, os povos andinos já conheciam aquelas montanhas, já viviam, construíam, sonhavam ali. Assim como aqui no Brasil, quando aprendemos na escola que “a história começou em 1500”, com a chegada dos portugueses. Mas havia muito antes disso.
O Segredo das Pedras: Descobertas Arqueológicas de Stonehenge
Denominado pelos saxões de hanging stones (“pedras suspensas”) e conhecido em lendas medievais como “a dança dos gigantes”, Stonehenge permanece, há séculos, um dos maiores enigmas arqueológicos do mundo. Entre mitos e escavações, esse monumento desafia a linearidade histórica: o que se imaginava ser uma construção isolada do Neolítico revelou-se parte de um complexo ritualContinuarContinuar lendo “O Segredo das Pedras: Descobertas Arqueológicas de Stonehenge”
Alan Lomax: O Guardião das Canções Perdidas
Quantas músicas se perderam no tempo por nunca terem sido escritas?No século XX, um homem decidiu que essa pergunta não ficaria sem resposta. Com um gravador de rolo nas mãos e uma curiosidade quase sagrada, ele percorreu prisões, fazendas, vilas e montanhas, registrando vozes anônimas que cantavam para sobreviver. Seu nome era Alan Lomax —ContinuarContinuar lendo “Alan Lomax: O Guardião das Canções Perdidas”