Finalizamos a gravação, a masterização e todos os detalhes do meu novo single, Brote Outra Vez. Já enviei para a CD Baby e registrei na UBC. Esta jornada tem me desconstruído de maneiras profundas; sinto que estou realmente em transformação. Escrever o livro Cultura e Resiliência e me debruçar sobre tantas histórias de artistas e escritores impactou-me de forma intensa. Percebo, mais uma vez, que as verdadeiras transformações acontecem de dentro para fora: se queremos que nossa mensagem impacte o mundo, ela primeiro precisa nos impactar.
Tem sido um período de repensar escolhas e decisões, inclusive sobre a faculdade. Este mês tem sido particularmente pesado. Estou dividida entre continuar no Bacharelado em História ou migrar para um curso mais prático de Tecnologia e Marketing Digital.
Explico: as demandas do curso de História estão muito intensas. Sinto-me desgastada, sem tempo de ler minha lista anual de livros, cuidar do blog ou avançar no livro. O próximo ano será ainda mais desafiador, pois entrarei na Iniciação Científica, com pesquisa, reuniões e apresentações. Sei que tempo é questão de organização, e poderia até estruturar dias exaustivos — das 5h às 7h30 da manhã com pesquisas, depois cuidar das crianças e da casa, à tarde estudar das 13h às 17h. Mas será que alguém aguenta esse ritmo todos os dias? Vale a pena sacrificar tanto tempo apenas para obter um diploma de História, se não pretendo seguir carreira acadêmica e meu objetivo é escrever e compartilhar conhecimento? E ademais sinto que toda essa jornada intensa não está me levando ao lugar que quero.
Confesso que meu amor por História é genuíno. Meus olhos brilham diante das jornadas humanas, das culturas e da arqueologia. Mas percebo que talvez não precise de um diploma específico para poder escrever sobre isso. Olho para exemplos como Carlos Núñez, que mergulhou fundo na pesquisa sobre os povos celtas para escrever La Hermandad de los Celtas, ou Caio Fábio, que estudou arqueologia na Turquia, e vejo Eduardo Bueno, jornalista, que escreve sobre História do Brasil. A verdade é que os tempos mudam, e eu também estou mudando.
Tudo indica que um caminho mais prático, que me prepare para realizar meus projetos de forma concreta, agora é o curso de Tecnologia, Marketing Digital e Comunicação. Sei que nele vou aprender ferramentas para divulgar e expandir meus projetos, alcançar mais pessoas com o blog, as músicas e o livro que virá. Pois sem isso os projetos estão praticamente invisíveis e isso é um golpe forte na cabeça e me pergunto : Quem ouviu as musicas? Quem leu os posts? Ninguem, ou se não um ou dois. Confesso que parte do que me prende é o imaginário social: cursos tradicionais como História, Direito ou Medicina são vistos como “respeitáveis” há séculos, enquanto áreas novas como Tecnologia e Marketing Digital ainda carregam preconceitos, mesmo sendo essenciais no mundo real.
Mas escolho olhar para frente. Quero aprender estratégias inteligentes de divulgação e comunicação, abrir meus horizontes, fortalecer meus projetos e fazer com que minhas ideias cheguem de verdade às pessoas. Estou em constante mudança, e essa é, talvez, a lição mais importante deste momento.
Dito isso, deixo aqui as duas capas que fiz para os singles: O primeiro que será lançado agora 10 de Outubro : brote outra vez e o 2 que será lançado em Novembro : ventos do inverno


