Brote outra vez: o início da jornada do álbum

Estou iniciando este diário. Já tenho o diário de bordo do meu livro Cultura e Resiliência, mas agora sinto que preciso também registrar a jornada do meu álbum Floresça em Canções. Percebi que escrever é um jeito de organizar minhas ideias, aliviar medos e guardar para o futuro essas pequenas memórias do processo criativo.

Quando pensei no meu álbum Floresça em Canções, a primeira ideia era ousada: lançar em dezembro de 2025. Eu faria apenas um single antes, em outubro, chamado Brote outra vez, e então entregaria o álbum completo no dia 22 de dezembro. Parecia um plano bom, rápido, como quem planta e já colhe logo em seguida.

Mas, conforme fui amadurecendo a ideia, percebi que dezembro traria alguns riscos. Primeiro, o tempo: ainda faltam três músicas, e eu não queria correr para terminá-las de qualquer jeito. Depois, o próprio mês de dezembro: as pessoas poderiam confundir o álbum com algo natalino, e ao mesmo tempo é uma época em que todos estão cheios de compromissos e distrações.

Pensei também no que tenho lido e refletido sobre lançamentos. Hoje, a música caminha mais por singles, lançados em sequência, que criam expectativa e mantêm o público próximo. Li relatos de artistas que construíram suas carreiras com calma, cultivando uma narrativa e preparando cada detalhe. Essa paciência me tocou profundamente.

Foi assim que decidi mudar o rumo:

  • 10 de outubro: primeiro single – Brote outra vez, que abre o caminho com esperança e renascimento.
  • 5 de dezembro: Mares ancestrais (piano e flauta). vesrão acustica
  • 30 de janeiro: Vientos de invierno (piano, flauta e violão).
  • 27 de fevereiro: Luz inquebrável (violão e flauta), que também dialoga com o meu livro Cultura e Resiliência.
  • 27 de março: o álbum completo, com todas as canções reunidas e a inclusão de Florescer, que ainda quero preparar com carinho e talvez até com uma nova parceria de arranjos.

Essa decisão me deu paz. Lançar em março significa ter tempo de trabalhar com calma, sem atropelos, e entregar cada música com a excelência que ela merece. Também me permite viver de forma mais consciente essa jornada, sem deixar que o medo ou a pressa roubem a beleza do processo.

Hoje, ao escrever aqui, penso em como Brote outra vez traduz bem esse momento: “Que belas canções brotem outra vez e cantem outra vez nesta terra árida”. Essa canção será a semente, o início de um caminho que florescerá com o álbum inteiro.

Este diário nasce para registrar tudo isso: os bastidores, os encontros, as dúvidas, as memórias e os pequenos milagres que vão me guiando. Assim como fiz com o diário do livro Cultura e Resiliência, quero guardar cada detalhe desta travessia musical, porque sei que um dia será importante lembrar não só do resultado, mas também da caminhada.

Decidi que não vou correr. Como alguém me disse uma vez, “há momentos em que esperar não é atraso, é preparação”..

Hoje escrevo com um misto de ansiedade e coragem. Cada single será como uma etapa da jornada, até o florescer completo em março. E aqui, neste diário, quero registrar tudo: dos bastidores às reflexões, das inseguranças aos pequenos milagres que vão surgindo pelo caminho.

Priscilla

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