Fato de hoje: Resiliência também é saber a quem honrar

Hoje, depois da publicação da entrevista com Pancho Álvarez, fiquei refletindo sobre algo que aconteceu. Pancho Álvarez, um músico galego de enorme talento, cuja trajetória sempre admirei. E fiquei feliz que ele se dispos a participar “em termos”. Hoje pela manhã postei sobre a entrevistas em meus storys e enviei o link para ele ( como tenho feito com todos”) Então escrevi:

Hola Pancho, ¿cómo estás? Como te había comentado, la entrevista ya está publicada en el blog del proyecto Cultura & Resiliencia. Ha sido un honor contar con tu voz y tu historia en este camino que celebra la música y la memoria. Aquí te dejo el enlace para que la veas: En Español: Deixei o link – Después me cuentas qué te ha parecido la publicación, Un abrazo grande y gracias nuevamente por tu entrevista

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Ele viu a mensajem e não respondeu ( nem um joinha pelo menos) não me disse se leu ou se gostou e muito menos colocou nos storys. Todos meus entrevistados leram sua entrevistas, gostaram, compartilharam e apoiaram mesmo, menos o Pancho! Quem divulgou em seus storys foi o Vítor Gonzalez. O contraste é grande porque a maioria dos outros entrevistados apoiou de verdade: compartilharam, mostraram gratidão, valorizaram o projeto. E eu fiquei pensando: por que será que Pancho não fez o mesmo?

Bom, isso me mostra o que? Que Pancho não quer que o publico dele associem ele ao meu projeto ou a mim. Só posso acreditar nisso, pois não é possível que a pessoa não tenha nenhum tempinho. É como aquelas pessoas que quando está com você, se esconde quando passam os amiguinhos populares da escola, para que não seja visto com você.

Bom, sempre haverá coisas assim ( espero que mais ninguem dos meus entrevistados faça algo parecido). Mas o fato é que eu tinha escrito no livro uma fala dele, e tinha dado um bom destaque…mas vou editar. Não é vingança, pois também acredito que ele nem vai se dar ao trabalho de ler o livro quando lançar. Não leu nem a entrevista! Por isso acredito que eu tenha que colocar no “podium’ pessoas que realmente apoiaram, divulgaram e se envolveram de verdade.

Sabe, uma artista como eu, que está começando, muitas vezes erra em se desmerecer e se arrastar para ter aprovação de artistas que são famosos e pra isso engolem essa falta de consideração. Aprendi isso a duras penas e com muitas decepções ha uns anos atras. Não é porque estou começando que não estou a altura. O que a Julie Fowlis faria nesta situação? O que outra escritora ou artista de peso faria nessa situação? Ambos priorizariam autenticidade, colaboração real e coerência com seus valores, não a fama ou status de quem se aproxima.

Bom enfim, a entrevista do Pancho está no ar, eu não vou retira-la, mas será somente isso. No livro, estarão citados somente aqueles que merecem ser citados.

Entendo que não preciso me diminuir, nem me arrastar por aprovação. Sou uma artista, uma escritora, uma historiadora em formação. Tenho voz, tenho caminho, tenho raiz. E aqueles que quiserem se esconder, que fiquem. Eu sigo — com quem acredita, com quem apoia, com quem também resiste.

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