Como um projeto nasceu das boas conversas

Decidi escrever um livro! E já tinha até falado um pouquinho nas redes, e lançei um ebook dia 15 de Maio! Mas fiz tudo errado!! E sabe quando a gente percebe que precisa desacelerar? Que a pressa pode atrapalhar o que a gente realmente quer entregar? Essa é uma visão pra vida! 

É curioso como a empolgação pode nos fazer acreditar que estar ocupada é o mesmo que estar avançando. Mas não é. Às vezes, a pressa faz a gente atropelar o que é essencial. E comigo foi exatamente assim: percebi que o que eu queria dizer precisava de mais tempo para respirar, mais espaço para amadurecer.

Conversei com alguns amigos e, nessas trocas, percebi o quanto é importante ter pessoas que nos ajudem a ver o que sozinhos não enxergamos. Cada conversa me abriu uma nova janela. Foram conselhos simples, mas profundos — daqueles que só quem está de fora consegue dar, com carinho e lucidez. Foi aí que entendi que nem todo erro é um fracasso; às vezes, é só um convite para recomeçar do jeito certo.

Aprendi que nos projetos, assim como na vida, é preciso saber ouvir. Ouvir a nós mesmos, os conselhos, os silêncios, os sinais sutis que o tempo dá. As ideias também têm seu próprio ritmo, e quando tentamos apressá-las, elas perdem força, autenticidade, verdade. Criar algo significativo exige calma. Exige permitir que o processo nos transforme tanto quanto o resultado final.

Hoje, olho para esse “erro” com gratidão. Ele me ensinou que propósito e pressa não andam juntos. Que existe beleza em deixar as coisas maturarem, em esperar o tempo certo para compartilhar algo com o mundo. Aprendi que existem conselhos preciosos vindos de amigos e mentores — e que ouvir essas vozes é um ato de sabedoria.

omo eu já vinha conversando com alguns colegas músicos e amigos da faculdade de História, nasceu o projeto Cultura & Resiliência.
A ideia brotou dessas trocas sinceras, da vontade de entender como a arte — em todas as suas formas — tem sido um abrigo em tempos difíceis. Desde então, tenho entrevistado pessoas de diferentes caminhos: artistas de palco e músicos de casa, escritores publicados e contadores de histórias anônimos. Gente que, de algum modo, encontrou na criação um refúgio, uma força ou uma forma de continuar caminhando.

Essas conversas têm sido emocionantes. Cada relato traz uma faísca, um sopro de sentido, um lembrete de que a cultura é mais do que expressão — é sobrevivência, é memória viva.
E foi assim que nasceu este blog, um espaço para compartilhar esses encontros, reflexões sobre cultura e histórias de resistência artística que atravessam o tempo — e, de alguma forma, também atravessam a minha própria jornada.

Desde os primeiros registros da humanidade, a arte e a cultura caminham lado a lado com o ser humano. Em tempos de guerra, fome, isolamento ou opressão, quando tudo o mais parecia desmoronar, eram as canções, as histórias, os poemas e as pinturas que permaneciam. Eram eles que ofereciam abrigo à memória e força para seguir. O Cultura & Resiliência nasceu dessa certeza: de que a arte é resiliente.

Convido você a acompanhar esse novo espaço, que será atualizado quinzenalmente com textos leves, humanos e cheios de alma.
Entre, leia, respire e, quem sabe, encontre aqui algo que também te inspire a florescer — mesmo em tempos difíceis. 🌿