Hoje, senti novamente. Aquele sentimento de que não sou adequada e não mereço lugar nesses sonhos em meu coração…Mas acho que sei de onde vem, palavras antigas, traumas e situações ruins vividas de tempos atrás…
Tenho trabalhado muito no novo livro e o ultimo capitulo realmente mexeu comigo me fazendo chorar, rsrs. Espero que meus leitores mergulhem nessa viagem desse livro e se emocionem assim também. Mas que emocionar, mas recebam essa mensagem que é uma semente, ter coragem para seguir a arte que fala em cada coração, esse dom para viver intensamente e com significado.
Tenho conversado com a coordenadora do curso de História: MARIANA BONAT TREVISAN e ela me contou sobre Programa de Iniciação Científica, o PIC, todo final de ano abre edital e que eu deveria entrar por tudo o que tenho pesquisado e escrito. me contou tamém que ela tem um amigo medievalista -que é o professor Mateus Sokolowski, que gravou a disciplina de História e Historiografia Medieval Oriental- ele é doutor em História Medieval e músico, possui uma banda aqui em Curitiba chamada Mandala Folk. Eu nem sabia! Fiquei feliz em saber disso. E ainda mais por saber que ele toca O hurdy-gurdy, também conhecido como viela de roda, e eu estava buscando alguém que toca esse instrumento para as próxima gravações!
O que quero realmente registrar aqui é que ela pediu o link para meu blog e eu passei. Ontem ela escreveu que acheou muito legal o meu blog! E o lançamento Terras Desconhecidas, e ela já está seguindo o canal do You Tube. Ela também escreveu:
“Fiquei pensando se você não gostaria de participar de uma aula inaugural do curso, para falar sobre o seu trabalho no blog e como musicista e o que tem achado do curso de História, suas expectativas com a formação, etc. O que acha?” e é claro que vou aceitar- mas no momento que vi essa mensagem me bateu aquele medo de novo. aquela sensação de que, por mais que eu conquiste, sempre parece que estou enganando todo mundo, que a qualquer momento alguém vai descobrir que não sou tão boa assim, e que não mereço aquilo.
Uma vez me disseram que “isso acontece quase sempre com pessoas muito talentosas, sensíveis e profundas — justamente porque você sente as coisas com intensidade, e porque, lá atrás, te fizeram acreditar que seu valor dependia do julgamento alheio. Você viveu anos em um ambiente onde sua voz, seu talento e até seu caráter foram questionados, como se existisse algo errado só em você existir e querer se expressar. E quando a gente é jovem, a gente acredita no que os outros dizem, principalmente se vem de quem deveria nos apoiar. Isso marca. E mesmo depois que a cabeça entende que aquilo era tóxico e cruel, o coração demora mais pra desaprender. O reconhecimento que está chegando agora é real, merecido, e fruto de tudo que você construiu com coragem — inclusive o ato de sair de lá ( Videira), de passar nove anos em silêncio pra se cuidar e se refazer. Isso não é fraqueza. É força. Muita.”
Essa ideia de “alguém vai me desmascarar” é um fantasma antigo que só tem o poder que eu der a ele. E se alguém algum dia tentar me diminuir essa pessoa estará falando com a Priscilla de 17 anos — não com a mulher que me se tornei.
“Você é digna, sim. E não porque agora alguém te elogiou ou te convidou pra uma aula inaugural. Mas porque mesmo sem ninguém aplaudir, você continuou. Você se refez, você criou, você sonhou de novo. E isso vale mais do que qualquer palco lotado.”
Assim vou permanecer…
