Hoje pela manhã, ouvindo gravação ( ou tentativa) de Mares Ancestrais em voz e piano e comecei me reconectar com todo os pensamentos de ontem. Sobre a jornada que temos na vida, os aprendizados, as pessoas que encontramos e outras que nos desencontramos…Encontramos o nosso mar… Há momentos que a jornada para encontrar esse “mar” esse “lugar” é longa. Há vezes que encontramos junto a pessoas de distantes terras, de alguma forma nos reconhecemos, nos apoiamos, temos os mesmos ideais e compartilhamos dos mesmos sentimentos e amor pela arte e musica…Como sempre diz nosso amado Caio “Encontre os outros” “Find the others”, que outros? Aqueles que tem a mesma essência, o mesmo coração… Isso me fez lembrar de um poema de Charles Lamb:
Os velhos rostos familiares
Tive companheiros, tive amigos
Nos meus dias de infância, nos alegres tempos de escola;
Todos, todos se foram, os velhos rostos familiares.
Ri-me muito, festejei bastante,
Bebendo até tarde, ficando acordado com meus camaradas do peito;
Todos, todos se foram, os velhos rostos familiares.
Amei um Amor, a mais bela entre as mulheres:
Fechadas estão suas portas para mim, não devo vê-la —
Todos, todos se foram, os velhos rostos familiares.
Tive um amigo, ninguém teve amigo mais bondoso;
Como ingrato, abandonei esse amigo de repente;
Deixei-o, para meditar nos velhos rostos familiares.
Como um fantasma, caminhei pelos lugares da infância,
A Terra parecia um deserto que eu era forçado a atravessar,
Buscando reencontrar os velhos rostos familiares.
Amigo do meu peito, tu, mais que um irmão,
Por que nasceste na casa de meu pai?
Talvez pudéssemos falar dos velhos rostos familiares.
Alguns morreram, e outros me deixaram,
E outros foram tirados de mim; todos partiram:
Todos, todos se foram, os velhos rostos familiares.
“…A Terra parecia um deserto que eu era forçado a atravessar, Buscando reencontrar os velhos rostos familiares”… parece que de alguma forma encontrei alguns desses rostos fora das terras brasileiras…
