As Guerras de Independência hispano-americanas: apresentação geral (Aula 2)

  1. Movimentos de Independência na América Espanhola:
    • A independência na América Espanhola é um processo geograficamente amplo, envolvendo diferentes regiões com características próprias.
    • O Vice-Reino da Nova Espanha (México, América Central e partes dos EUA) é o ponto de partida. Inicialmente, a América Central faz parte do México, mas depois se separa e se fragmenta em vários estados.
    • O Vice-Reino de Nova Granada (Venezuela, Colômbia, Equador) tem um movimento de independência que se espalha por toda a região, criando a Gran Colômbia, que logo se fragmenta.
    • O Vice-Reino do Peru foi a região mais resistente à independência, com resistência das elites realistas. Inclui a região do Alto Peru (atual Bolívia).
    • O Vice-Reino do Prata foi criado no século 18, com reformas administrativas da coroa espanhola, englobando partes da Bolívia, Argentina, Paraguai, Chile e Uruguai.

  1. Uruguai e Suas Particularidades:
    • O Uruguai teve um processo de independência marcado por disputas entre a Espanha e Portugal, sendo inicialmente controlado pela coroa portuguesa e depois espanhol.
    • A independência do Uruguai está ligada à guerra e aos acontecimentos em Buenos Aires. Eventualmente, Portugal retomou o controle, e o Brasil também teve um papel no processo de independência.
  2. História da Guerra de Independência no México:
    • A Guerra de Independência no México é única em relação aos outros países da América Latina.
    • A relação com a Revolução Francesa e a invasão napoleônica da Espanha em 1808, que abalou a monarquia espanhola e trouxe rupturas para as colônias.

  1. Revolução Francesa e Suas Influências:
    • A Revolução Francesa, com suas ideias iluministas, afetou diretamente as Américas, introduzindo conceitos de liberalismo, república e racionalismo.
    • As ideias francesas se espalharam por vários pensadores e políticos ibero-americanos, ajudando a consolidar os movimentos de independência.
  2. Invasão Napoleônica e Mudanças na Espanha:
    • A invasão de Napoleão em 1808, que resultou na captura do rei Fernando VII e na nomeação de José Bonaparte como rei, abalou a monarquia espanhola.
    • Surgiram juntas de governo e movimentos de resistência contra os invasores na Espanha, com destaque para a Junta Central em Sevilha e, mais tarde, a Junta em Cádiz em 1810.

  1. Constituição de Cádiz (1812):
    • A Constituição de Cádiz de 1812 buscou equilibrar a lealdade a Fernando VII com uma transformação liberal do regime monárquico, limitando o poder do rei.
    • Essa constituição teve impacto nas colônias, pois, embora reconhecesse Fernando VII, também introduziu princípios liberais que afetaram as colônias.
  2. Impacto nas Colônias Ibero-Americanas:
    • A invasão francesa e a ausência do rei em 1808 criaram um vácuo de poder nas colônias, resultando em movimentos para governar localmente.
    • As juntas de governo nas colônias inicialmente permanecem leais a Fernando VII, mas com o tempo, a ideia de independência começa a ganhar força.

  1. Tensões entre Crioulos e Peninsulares:
    • As tensões entre os crioulos (elites americanas) e os peninsulares (espanhóis nativos da Espanha) foram intensificadas pelas reformas do século 18, o que alimentou a insatisfação dos crioulos e ajudou a impulsionar a busca pela independência.
  2. Contexto das Reformas Bubônicas:
    • As reformas administrativas feitas pela coroa espanhola durante o século 18, conhecidas como reformas bubônicas, afetaram a relação entre as colônias e a metrópole, e foram um fator importante nas tensões que levaram à independência.

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