História e Historiografia da África
Aula super interesseante sobre a arte pré- histórica na África. Ela é considerada o primeiro livro de história do continente, mostrando como os povos antigos lutavam para dominar a natureza e expressavam sua criatividade. Ela começou no Epipaleolítico ( O Epipaleolítico foi um período cultural pré-histórico que ocorreu após a glaciação e entre o Paleolítico e o Mesolítico) e teve seu auge no Neolítico. Uma maneira interessante de entender essa arte é observando os animais mais representados em cada período:
- Período do Búfalo (cerca de 9000 a 6000 anos atrás): Figuras de elefantes e rinocerontes eram comuns.
- Período do Boi (a partir de 6000 anos atrás): Mostrava cenas de pastoreio com um estilo mais naturalista.
- Período do Cavalo (cerca de 3500 anos atrás): Aparecem cavalos, às vezes puxando carros, mostrando a introdução e o uso crescente desse animal.
- Período do Camelo (cerca de 2000 anos atrás): Já na era cristã, o camelo aparece substituindo o cavalo no deserto do Saara.
Os principais locais com essas artes rupestres são o Saara e a África Austral, com três estilos principais:
- Arcaica: Figuras monumentais e simbolistas, incluindo animais grandes e humanos com cabeças redondas sem rosto.
- Naturalista: Mostra o domínio humano sobre os animais com figuras menores e cheias de cor.
- Simbolista: Traços geométricos precisos e gravuras com movimento.
Essa arte tinha várias funções: mitológica, pedagógica, social, espiritual, mágica e até estética. Além de ser uma expressão artística, serve como fonte histórica, ajudando a entender o ambiente da época, as atividades econômicas, o relacionamento com os animais, as mudanças de hábitos (de caçadores para pastores), a densidade populacional e até detalhes sobre vestuário e moradia.
História e Historiografia da America Latina
Hoje em continuação dos temas de hoje, vimos que durante muito tempo, os historiadores achavam que as independências na América Latina não eram revoluções de verdade, diferente do que aconteceu nos Estados Unidos com as Treze Colônias. Eles acreditavam que só a independência dos EUA foi uma revolução, porque os colonos americanos romperam com a Inglaterra para criar um novo país com ideias liberais, como liberdade e democracia. Em comparação, as independências na América Latina eram vistas apenas como mudanças de governo, sem grandes transformações sociais ou políticas.
- O Conceito de Revolução na História da América Latina
Essa visão começou a mudar quando os historiadores perceberam que as lutas na América Latina também tinham aspectos revolucionários. Assim como nos Estados Unidos, as colônias latino-americanas queriam se livrar do controle europeu, buscando autonomia política e liberdade econômica. No entanto, as revoluções na América Latina eram muito variadas, dependendo das situações de cada região.
Por exemplo, na Revolução de Maio de 1810 na Argentina, o movimento começou em Buenos Aires, quando líderes locais decidiram não obedecer mais ao governo espanhol, que estava enfraquecido pelas guerras napoleônicas na Europa. Eles formaram um governo provisório, dando início ao processo de independência das colônias do Vice-Reino do Rio da Prata, que incluíam partes da Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai. Esse movimento não foi apenas uma troca de governantes; ele trouxe novas ideias sobre liberdade, soberania popular e independência econômica.
No México, a luta pela independência começou em 1810 com o famoso Grito de Dolores, liderado pelo padre Miguel Hidalgo, que convocou o povo a se rebelar contra o domínio espanhol. Esse movimento teve um forte caráter social, pois envolveu camponeses indígenas e mestiços que sofriam com a exploração e as desigualdades. Apesar de Hidalgo ter sido derrotado e executado, a luta continuou com líderes como José María Morelos. Depois de mais de uma década de batalhas, o México finalmente conquistou sua independência em 1821. Diferente dos EUA, a independência mexicana foi marcada por conflitos sociais e disputas internas que moldaram o novo país.
Esses exemplos mostram que as independências na América Latina foram muito mais complexas do que se pensava. Elas não só romperam com o colonialismo europeu, como também desafiaram as estruturas sociais e políticas da época. Assim, hoje em dia, os historiadores veem esses movimentos como revoluções, pois trouxeram mudanças profundas e influenciaram a formação das nações latino-americanas.
Para pensar: será que todas as revoluções trouxeram mudanças reais para as populações mais vulneráveis? A independência significou liberdade para todos ou apenas para uma nova elite? Preciso repensar essa aula
