História e Historiografia da África
- SURGIMENTO DO HOMEM
Hoje vimos fatos muito interessantes. O surgimento do homem aconteceu na África, e para entender isso de forma científica, é importante separar a fé da ciência. Enquanto a fé se baseia em crenças sem precisar de provas, a história e a ciência dependem de evidências e métodos de pesquisa. Então, na escola e na universidade, o foco é na explicação científica, deixando as explicações religiosas para os espaços de fé, como igrejas.
Atualmente, é aceita a teoria de que o ser humano surgiu em um único lugar na África Oriental, há cerca de 3 milhões de anos, com os australopitecos, os primeiros a usarem pedras como ferramentas de forma consciente. Esse desenvolvimento do trabalho marcou o início da “hominização”, a passagem do mundo natural para o cultural.
O processo evolutivo continuou, e o Homo sapiens só se tornou a espécie dominante há cerca de 100 mil anos, apesar de ter surgido há 200 mil anos na região da Etiópia. É importante notar que várias espécies de hominídeos coexistiram em diferentes lugares do mundo, mas muitas tiveram origem na África e migraram para outros continentes, o que explica a presença de hominídeos em regiões distantes como a Ásia e a Europa.
História e Historiografia da América Contemporânea
- independências RADICAIS E CONSERVADORAS
Nas aulas sobre a América Latina, continuamos com o assunto das independências entrando para o tema 3. As independências na América Latina ocorreram através de guerras e tiveram características locais diferentes. No entanto, podem ser classificadas em dois tipos principais: independências radicais e independências conservadoras.
- Independências Radicais
Até 1815, a maioria das independências na América Latina foi liderada por grupos radicais inspirados pelo Iluminismo e pelas revoluções francesa e haitiana. Esses movimentos buscavam mudanças profundas, como reformas sociais e a redução de privilégios das elites locais. No entanto, para garantir certa estabilidade, eles acabaram fazendo acordos com as elites criollas (descendentes de europeus nascidos na América), o que limitou as transformações estruturais.
Exemplos de países que tiveram independências radicais são Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia, que faziam parte do vice-reino do Rio da Prata. Esses lugares queriam o livre-comércio, enquanto a Espanha tentava manter o controle. A Revolução de Maio de 1810 na Argentina marcou o início desse processo, que foi marcado por conflitos militares intensos.
- Independências Conservadoras
A partir de 1815, as vitórias dos movimentos radicais diminuíram, e as elites locais começaram a liderar os processos de independência. Inspiradas pelo modelo dos Estados Unidos, essas independências conservadoras tinham o objetivo de manter os privilégios das classes dominantes e o sistema escravista.
Um exemplo importante é o México, que conquistou sua independência em 1821. As elites mexicanas, ligadas à Espanha e em disputa com a Igreja pelo controle político, decidiram apoiar a independência para preservar seus privilégios, sem mudar a estrutura de poder.
Em resumo, as independências radicais buscavam mudanças sociais, mas enfrentaram resistência das elites e tiveram que fazer concessões, enquanto as independências conservadoras foram lideradas pelas elites para manter seus privilégios, resultando em transformações políticas mais limitadas.
Para pensar:
Com as aulas de hoje, me colocoquei a pensar se as escolhas feitas nessas independencias na América Latina continuam a influenciar as estruturas de poder e as desigualdades sociais nos países latino-americanos hoje, até que ponto? E a África? A África é o berço da humanidade, onde os primeiros seres humanos deram seus passos e iniciaram as migrações que povoaram o mundo. E então a desumanização sofrida pelos africanos durante o sistema escravista… Nas independências latino-americanas, as elites conservadoras optaram por preservar o sistema escravista para manter seus privilégios econômicos e sociais. Claro, hoje não há mais sistema de escravidão, mas essas desigualdades perduram até hoje.
