Um olhar historiográfico no passado histórico da América

TAREFA PARA ELABORAR A fim de contribuir para o debate historiográfico acerca do tema, faça uma pesquisa na Internet a respeito do histórico de crises no Haiti Em seguida, pesquise também o ranking dos países mais pobres da América Latina e relacione a posição do Haiti ao seu passado histórico desde a independência


Hoje, enquanto estudava os processos de independência dos Estados Unidos e do Haiti. Decidi fazer a pesquisa sugerida na aula. Digitei “Haiti” no navegador, esperando ver belas paisagens e destinos turísticos – afinal, é uma ilha caribenha! Mas o que apareceu foram, em sua maioria, notícias sobre conflitos, desastres naturais e crises sociais. Isso já me fez pensar: É visível que um lugar que deveria ter como destaque a história e beleza natural, mas está tão marcado pela dor e pela instabilidade!

Ficou claro como as relações de poder e os contextos sociais moldam a história de formas muito diferentes. No tempo das independências, enquanto as Treze Colônias dos EUA tiveram autonomia e uma elite coesa, que conduziu um processo de independência com raízes econômicas e políticas, o Haiti passou por uma revolução de escravos em meio a uma sociedade extremamente que era extremamente desigual e sob rígido controle colonial. Foi a primeira república negra do mundo, mas isso teve um preço alto. A França exigiu indenizações absurdas pela “perda” de suas propriedades e domínio – incluindo pessoas que eram escravizadas! – o que mergulhou o país em dívidas impagáveis.

Pesquisando ainda mais sobre o Haiti, me deparei com várias outras notícias, algumas delas eram sobre o terremoto que deixou mortos e feridos em 2023. E como se não bastasse o desastre natural, a ONU ainda mencionou que o país já estava sofrendo com inundações, deslizamentos de terra, crises políticas, econômicas e ainda por cima guerra de gangues. Tudo isso junto torna a situação ainda mais devastadora. Sobre os desastres naturais, a explicação é que o Haiti está literalmente sobre placas tectônicas em constante movimento, o que o deixa vulnerável a desastres e terremotos frequentes.

Depois disso, fui atrás do ranking dos países mais pobres da América. E não foi surpresa ver o Haiti no topo dessa lista. Então, a pergunta que não sai da minha cabeça é: como um país que foi tão corajoso e pioneiro em sua luta por liberdade acabou nessa situação? Será que ao estudar as independências na América conseguimos enxergar as raízes dessas desigualdades? E como podemos reinterpretar esses acontecimentos para buscar justiça e liberdade hoje?

Estudar o passado é olhar para o presente com novos olhos. Os desafios sociais que ainda existem no continente têm raízes profundas, e o Haiti é um exemplo claro disso. Fiquei pensando: será que se tivesse tido um apoio diferente da comunidade internacional após a independência, a história seria outra?

Essa pesquisa me fez perceber o quanto a história é complexa e cheia de nuances. Nada é tão simples quanto parece, e entender as origens dessas crises é essencial para não repetir os mesmos erros.

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