Diário Acadêmico 3 ❖Águas que Moldam Civilizações e Revoluções que Transformam a História

História e Historiografia da África

“O Egito é uma dádiva do Nilo”- Quem disse isso foi Heródoto. Estamos vendo o tema 2 da aula História e Historiografia da África e o Egito é uma das civilizações hidráulicas  da grande África. Eu já tinha lido algumas coisas das civilizações hidráulicas em minhas pesquisas, mas descobri muito mais coisas nessa aula, como por exemplo: no continente africano, existem basicamente quatro tipos de clima. Na região centro-ocidental, é o equatorial, marcado por altas temperaturas e elevado índice pluviométrico. Quase toda região norte é marcada pelos climas semiárido e desértico, é assim pela baixa umidade, em função da escassez de chuvas. No extremo norte (faixa litorânea), encontramos o clima mediterrâneo. Já o clima tropical ocorre na área centro-sul do continente.

Vemos nisso tudo a importancia dos rios no continente africano. Do ponto de vista hidrográfico, o que se destaca é o Rio Nilo, o único permanente na região do Deserto do Saara, que desemboca no Mar Mediterrâneo. Os principais rios da África, são: Rio Niger, Rio Zaire que fica na porção central, Rio Nilo  que é o maior em extensão, e o Rio Orange, o maior rio do sul da África. 

Os rios africanos, como também em outras partes do mundo, são lugares de grande importância histórica, pois em suas margens desenvolveram-se grandes populações, já que a oferta de água favorece a concentração populacional e possibilita o desenvolvimento de uma agricultura mais produtiva, que pode alimentar grandes contingentes populacionais.

História e Historiografia da América Contemporânea

Continuando a aula Independências: Haiti e EUA, sobre Independência do Haiti: a Revolução Haitiana, o ano de 1790 Saint Domingue passava por grandes tensões. Além disso, a interferência de outros países aumentou essa instabilidade pois os outros países enxergam a França enfraquecida, principalmente pela revolta promovida pelos Affranchis. A Espanha também vê uma oportunidade para tomar Saint Domingue e a Inglaterra ataca pelo mar (com a marinha britância e os Corsários).

Poucos anos mais tarde, em 1793, a França é derrotada e impelida a abolir a escravidão na ilha. E assim se inicia o recrutamento de libertos para o exercito e nesse momento surge a forte liderança de Toussaint L’Ouverture. Ele é o maior revolucionário negro das Américas, o qual é reconhecido por muitos pesquisadores. Ele carregava consigo conhecimentos, estratégias, honrado com uma personalidade de guerrilheiro e capaz de em palavras simples aumentar cada vez mais um exercito, sendo assim, organizou na ilha de Saint Domingue com cerca de meio milhão de escravizados, a chamada “Revolução do Haiti.

Assim L’Ouverture  chega ao poder, e deu início a uma série de reformas visando a uma vida mais digna para os libertos e ao fim da escravidão, o que lhe rendeu a oposição de grupos internos e da metrópole. Toussaint L’Ouverture foi nomeado para o posto de governador da colônia em 1796. No cargo, o líder revolucionário foi responsável pela Constituição da colônia francesa de São Domingos, e só saiu do posto devido à chegada de uma grande força expedicionária vinda da França Bonapartista no início de 1802, quando o líder haitiano foi preso e levado à França, morrendo no cárcere dois anos mais tarde. Mas, mesmo depois da morte de L’Ouverture, em 1804, seus generais deram prosseguimento a sua luta contra os opositores. Neste ano, sob o comando de Jean-Jacques Dessalines, os revolucionários saiam vitoriosos da guerra e nascia o Haiti.

Durante a aula, anotei algumas perguntas: O que significa Haiti? Porque deram esse nome á ilha? E descobri que “Hayti”vem da língua indígena Taíno que e significa “terra de altas montanhas“; era o nome nativo de toda a ilha de Hispanola. O nome foi restaurado pelo revolucionário haitiano Jean-Jacques Dessalines como o nome oficial da Saint Domingue independente, em homenagem aos antecessores ameríndios.

Para pensar: Toda essa história do Haiti nos mostra que a luta pela liberdade nem sempre termina com seus líderes, mas continua na resiliência de um povo. O que faz uma revolução verdadeiramente vitoriosa: a conquista da independência ou a construção de uma nação livre? E temos também essa mesma importância está no que vimos da Africa hoje. Os rios da África não são apenas fontes de vida, mas também de história e civilização. Como o ambiente molda o destino dos povos e até onde a geografia define o curso da história? Será que vale a pena tanta briga por territórios?

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