Sábado- 1 de Janeiro de 2025

Ontem foi a votação no senado e o repórter mostrou rapidamente a obra simbólica do artista Vik Muniz que foi feito a partir dos destroços deixados pelos manifestantes golpistas que invadiram e depredaram o Congresso Nacional em 8 de janeiro de 2023. E isso me marcou e carrega um mensagem ai. De uma história tão triste, como foi aquela depredação nasceu uma obra de arte tão linda- Um memorial onde houve a maior dor- tentativa de fazer morrer a jornada histórica do pais- a identidade histórica- arte faz renascer um novo tempo- novas cores com aqueles mesmo destroços.

Após o caos daquele dia, o artista Vik Muniz encontrou uma maneira única de dar um novo significado aos destroços deixados pelos manifestantes. Assim ele usou os próprios restos da destruição – pedaços de vidro, móveis quebrados, papéis rasgados e até cartuchos de bala – para criar uma obra de arte que, mais do que representar a dor do momento, simboliza a capacidade de recomeçar.
O que ele fez não foi apenas uma recriação visual, foi um memorial que carrega uma mensagem profunda sobre a resiliência humana. Da destruição do Congresso, que simboliza a luta pela nossa democracia, surgiu algo novo, algo que mostra como a arte pode transformar até as situações mais difíceis. E, o mais importante: como ela pode renovar nossa história e cultura.

Sabe, a ideia por trás dessa obra de Vik Muniz é simples, mas poderosa. A arte nos mostra que é possivel conseguimos criar algo novo a partir da destruição. Isso não significa apagar a dor, mas sim transformá-la em algo que traga esperança. O memorial não é apenas uma peça visual; ele é um reflexo de nossa capacidade de se reerguer, de encontrar significado e beleza, mesmo nos tempos mais sombrios. Li certa vez sobre uma arte tradicional japonesa, com raízes e influências da filosofia estética chinesa. Kintsugi significa “juntar com ouro” e é a prática de reparar cerâmicas quebradas com uma mistura de laca dourada ou prateada, valorizando as rachaduras e imperfeições do objeto. Essa técnica se baseia na ideia de que a história de um objeto ou de uma pessoa é valorizada justamente pelas marcas que carrega, e não se deve esconder ou negar a fragilidade, mas sim celebrá-la. É assim que devo olhar para minha jornada.

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