Quinta feira, 2 de Janeiro de 2025

O novo ano veio e já está passando á todo vapor, já estamos no dia 2! E eu já preparei a lista de leituras de 2025 e também vou fazer uma lista de albuns que quero comprar, pois não gosto de ouvir no Straming, quero recuperar albuns que me marcaram tanto, músicas que faz parte da minha história como Iona, Enya, Clannad… Só não decidi ainda se será albuns fisicos ou digitais.

Falando sobre a lista de leitura, o primeiro deste ano é Chaucer com o livros Contoss da Cantuária. Geoffrey Chaucer, um dos maiores nomes da literatura inglesa. Eu já sabia que ele é considerado o “pai da poesia inglesa”, mas, ao ler sobre suas obras e sua evolução como escritor, percebi que ele é muito mais do que um título grandioso. Chaucer era um homem multifacetado, capaz de traduzir as complexidades da vida em textos que misturam humor, filosofia, tragédia e, acima de tudo, humanidade.

Ele começou sua trajetória literária traduzindo obras influentes, como The Romance of the Rose, um texto francês repleto de alegorias sobre o amor e a sociedade, não li as outras obras dele, ainda. Essa tradução foi o início de uma caminhada que, aos poucos, o levou a criar obras mais originais e profundamente marcantes.

À medida que sua escrita amadurecia, Chaucer passou a explorar temas mais complexos. Ele abordava o amor, o destino e as alegorias filosóficas com um toque de humor. Entre 1380 e 1385, ele traduziu De Consolatione Philosophiae, de Boécio, um texto que o influenciou profundamente, especialmente em questões de tragédia e predestinação, que aparecem de forma clara em Troilus and Criseyde.

Mas foi nos contos que o consagraram que Chaucer realmente brilhou. Histórias como O Conto do Cavaleiro, O Conto do Magistrado e O Conto do Frade, que estão no livro que estou lendo, mostram sua capacidade de misturar ironia, naturalismo e crítica social, tudo com versos rimados e brilhantemente estruturados. Sua habilidade de capturar as nuances da natureza humana é tão viva que mesmo que ele tenha escrito na Idade Média, parece ecoar nos dias de hoje também.

Chaucer não apenas escreveu para entreter, mas para questionar e refletir. Ele usou sua arte para explorar temas atemporais e, ao mesmo tempo, abriu as portas para que o inglês se tornasse uma língua de alta literatura.

Ler sobre Chaucer hoje me inspirou profundamente. Ele me fez pensar sobre a importância de evoluir como artista e como pessoa. Suas obras são um lembrete de que a erudição e a criatividade andam de mãos dadas, e que cada experiência, leitura ou reflexão nos molda de maneiras inesperadas.

Talvez seja isso que eu mais admiro nele: a coragem de se reinventar, de questionar, de criar com o coração e com a mente. Chaucer, sem dúvida, é uma inspiração para quem deseja trilhar o caminho do conhecimento e da arte.

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