24 de Novembro de 2024

No post anterior compartilhei minhas leituras e opiniões do livro “A Era do Capitalismo de Vigilância” de Shoshana Zuboff. Sim tudo isso é muito ruim, mas sim acredito que podemos usar essas ferramentas da tecnologia de forma benefica e util. Espalhar coisas que nos conectem e gerem valor. Pelo menos é o que faço, e não somente eu, tantos outros que acompanho. Quero deixar registrado aqui um trecho do livro que me tocou imensamente:

“Apenas um minuto atras, ainda parecia razoavel focar nossas preocupações nos desafios de um local de trabalho informatizado ou de uma sociedade da informação. Agora as perguntas mais antigas precisam ser aplicadas ao contexto mais amplo possivel, que é mais bem definido como Civilização ou, para sermos mais especificos, civilização da informação. Será essa civilização emergente um lugar que possamos chamar de lar?

“Todas as criaturas se orientam rumo ao lar. Ele é o ponto de origem a partir do qual toda espécie estabelece seu senso de direção. E sem nosso senso de direção não há como navegar por território desconhecido; sem nosso senso de direção estamos perdidos. (…) Tartarugas-verdes saem do ovo e vão para o mar, onde viajam milhares de quilometros ás vezes por dez ou vinte anos. Quando estão prontas para botar seus ovos, elas voltam para o mesmo pedaço de areia onde nasceram. Alguns pássaros voam milhares de quilometros todos os anos, perdendo até metade do peso corporal, para acasalarem no local onde nasceram. (…) -praticamente toda criatura compartilha alguma versão dessa ligação profunda com um lugar no qual se sabe que a vida floresceu, o tipo de lugar que chamamos de lar.”

Essas palavras me tocaram profundamente, pois faz um perfeito gancho com o que senti ao compor a música “Mares Ancestrais”. Nos como humanidade não podemos perder essa consciência de lar e muitos já estão perdendo.  A busca incessante por poder e recursos destrói a harmonia, enquanto a valorização da terra, das florestas e da vida simples é o que nos mantém humanos e conectados ao verdadeiro significado da existência. Esse é o nosso lar! E devemos mante-lo. E não há nada mais triste do que perdemos isso e nos perdemos de nós mesmos.

Como Shoshana disse: Existe um anseio universalmente compartilhado de retornar ao lugar que abandonamos ou encontrar um novo lar no qual nossas esperanças para o futuro possam se aninhar e crescer. Lar é onde conhecemos e onde somos conhecidos, onde amamos e somos amados. Lar é maestria, voz, relacionamento e santuário: parte liberdade, parte florescimento…

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