2 de Agosto de 2024- Volta ás aulas, escrita e leituras

Amanheceu bem frio nesta segunda feira e já me levantei cedo para meus estudos, precisei me aprofundar um pouco mais na leitura das aulas deste mês. No primeiro questionário não fui nada bem! Interpretação de textos historiograficos é muito complexo então meu método de estudo sempre e ler e escrever resumos com minhas proprias palavras. No segundo questionário fui melhor . Ajudaria muito se eu tivesse o livro em mãos, mas me adequei a leitura online e com os resumos e assim vou avançando.

Hoje as crianças voltam ás aulas então a manhã está bem corrida. Ainda bem que preparei tudo antes, lavei os uniformes, mochilas, meias etc. Pelas fotos que as professoras enviaram, este retorno ás aulas foi bem divertido! O Evandro que ainda está de férias também viu a fotos e gostou muito. É sempre bom as crianças terem suas atividades e amigos.

Começei voltar aos poucos á rotina de antes das férias, á tarde fui ao “homestudio” para gravar a voz definitiva para Terras Desconhecidas, acertei as configurações e tive que fazer mais de uma vez. Acho que se desconfigurou alguma coisa no sistema de som, pois nas partes do coro que são mais agudos o som “estourava”. Então, nessas partes eu me afastava um pouco do microfone. Talvez na segunda feira tenha que gravar de novo algumas partes. Mas não tem problema pois já tinha programado gravar a versão em espanhol tambes na segunda, então está ok.

Recapitulando a minha leitura, já avançei bastante e tenho minhas ideias sobre essa parte: Jane Eyre não é um clássico da literatura à toa, é uma jornada de superação, e que superação! Jane é uma das personagens mais fortes que eu já li, é um clássico que tratará de questões importantes e surpreendentemente atuais, razão que faz este livro inesquecível.
Jane pos o anuncio e uma tal Senhor Farlfax respondeu. Dessa vez, atendendo à resposta ao seu anúncio, ela chega a Thornfield Hall, a mansão de propriedade do excêntrico Sr. Rochester e que guarda um doloroso segredo.
Edward Fairlfax Rochester não é nenhum galã cavalheiresco como o senhor Darcy de orgulho e preconceito. Sr Rochester teve tambem seus traumas e sofrimentos, era um homem mal humorado, resmungão e bem critico quanda vida. Na sua juventude desde cedo já caira em uma armadilha cruel, criada por sua propria familia e isso lhe roubou seus melhores anos assim como toda a sua esperança. Não é á toa que se identificou tanto com Jane. Ambos tiveram uma longa e sofrida jornada e encontraram um no outro uma identificação profunda, de alma e coração. Mesmo com a diferença de idade , ela tinha 18 e ele 32( um dos grandes preconceitos da época) crescia um amor puro e verdadeiro. Nunca tive essa coisa de idade ser um desafio, pois eu e meu Evandro temos quase essa mesma diferença de idade que havia entre Jane e o Edward.
Mas o que realmente me cortou o coração foi o quanto ele pediu Jane em casamento, tudo preparado e esse segredo vem á tona. Ele era casado. Se casou muito novo sem conhecer a moça direito e sua familia investe nessa armadilha por causa de dinheiro. A moça era louca com fortes acessos quase matou o proprio irmão! Imagine que vida amarga esse homem teve! Claro, que na minha visão, tudo teria sido bem diferente se ele tivesse se abrido com Jane e contado toda a verdade, mas mesmo assim, não podiam ficar juntos.

Se fosse nos tempos de hoje, esse casamento já estaria anulado a muito tempo. Mas estamos falando de tempos bem antigos! Diferentemente de outros países protestantes, não havia divórcio na Inglaterra, mas só a separação ou uma declaração de que o casamento fora inválido desde o início. Mas não era bem dificil a anulação de matrimonio.A partida de Jane foi o mais dolorosa possivel! Mas ela não poderia ficar, dessa forma ela não seria mais que uma amante. Naquela época, que vida em comum poderiam ter? Uma situação bem dificil mesmo.

Mas vamos á lição de casa, desta vez fui pesquisar não sobre o contexto e o tempo de Jane Eyre, mas sim o contexto dos tempos da Charlotte Brontë. O livro Jane Eyre é quase uma autobiografia da autora Charlotte Brontë. Apesar de ter crescido em uma família com pai, mãe e irmãos, Charlotte sofreu a perda de uma irmã em uma instituição e teve que lidar com outras perdas e desafios familiares ao longo da vida.
Mais tarde, teve que publicar o livro com um pseudônimo masculino, pois o acesso à publicação era difícil para as mulheres naquela época! Quando o livro foi publicado (ainda com pseudônimo masculino), ele foi um sucesso. Porém, quando Charlotte revelou sua autoria, choveram críticas pesadas sobre ela. Alguns argumentavam que aquele não era um livro apropriado para ser escrito ou lido por mulheres; outros diziam que era um livro que ofendia os cristãos, porque ele traz críticas ao diretor da instituição de Lowood, um clérigo, que não era uma pessoa das mais caridosas no trato com as meninas.

E olha só, a situação foi tal que Charlotte escreveu um prefácio à segunda edição, onde dizia:
Convencionalidade não é moralidade. Correção não é religião. Atacar as primeiras não significa assaltar as segundas. Arrancar a máscara do rosto do fariseu não significa levantar mão ímpia para tocar a Coroa de Espinhos. (prefácio do autor)


Atravez da obra Jane Eyre, Charlotte traz á tona discussões importantes sobre direitos dos trabalhadores, sexualidade, pertencimento e religião, de uma forma bastante explícita em toda a obra. Charlotte Brontë não poupou palavras em suas críticas de coisas que hoje estamos ainda lutando.

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