É chegado Agosto! Que venha um mês bonito! Estou aliviada por ter pago as pendencias da gravação e já paguei também as mensalidades da escola das crianças, a minha faculdade e etc, só faltou o onibus escolar mas isso vejo no dia 16.
Queria mesmo escrever aqui é sobre minha leitura de Jayne Eyre. Já estou na página 230. Logo de início, já me vi imersa na leitura. Contudo, os sentimentos despertados , principalmente a indignação e a revolta. O início da vida de Jane Eyre foi sofrido, cheio de injustiças, e tais momentos foram descritos com perfeição pela Charlotte. Alias a escrita dela é impecavel, como que te transporta para esse mundo! Narrada em primeira pessoa, a história se desenrola com fluidez e simplicidade, sendo possível o leitor se identificar com Jane, já que por ela relatar sua história, seus pensamentos, sentimentos e emoções ficam evidentes durante a narrativa. Essa forma de escrita é perfeita tanto para criar uma conexão do leitor com a história, quanto para tornar o personagem mais realista. Dessa forma, Jane parece estar na nossa realidade, só que em um tempo distante do nosso e isso fica bem mais evidente quando é utilizado um termo que chamamos de “quebra de quarta parede” e se comunica diretamente com o leitor, ciando um vínculo de cumplicidade.
Conforme avança a leitura, fica claro, em diversos momentos, o preconceito da sociedade britânica do século XIX. Em algumas falas das personagens, é possível visualizar a posição inferior da mulher na sociedade, a discriminação com classes econômicas mais inferiores e, inclusive, as rivalidades entre os britânicos e os franceses. Como toda boa estudante de história já começei a ligar esse romance com o contexto histórico dessa época, fazendo minha lição de casa, pois a matéria desse semestre é sobre interpretação de textos historiograficos e até um simples romance pode ser uma boa analise para estudar a época em que se escreveu, bem como analisar o tipo de escrita e visão da época de Charlotte Brontte.
A história de Jane Eyre se passou na Era Vitoriana, foi o período do reinado da rainha Vitória. Localiza-se entre o período georgiano e o eduardiano, e a sua segunda metade coincide com o começo da Belle Époque na Europa continental. Alguns estudiosos poderiam estender o início do período à aprovação do Ato de Reforma de 1832, como a marca do verdadeiro início de uma nova era cultura
Não só o preconceito, também ficou clara a influência dos escritos biblicos na obra de Charlotte. Isso achei lindo, principalmente na parte em que Jane conta sobre sua amiga Helen, era alguém que realmente amava a Deus e tinha consciencia do evangelho, mesmo sob algumas doutrinas religiosas daquela época. E Jane também, a todo o momento se lembrava de passagens da biblia e as via em sua propria vida. Pois a final somos humanos com nossas limitações, sofremos as intepereis deste mundo e recorremos á Deus para nos ensinar, nos fazer crescer e reconhece-lo nos nossos caminhos.
Brontë também se destacou em sua época por construir uma personagem muito à frente de seu tempo. Jane Eyre tinha, como objetivo em sua vida, sua autossuficiência e sua independência, buscadas desde muito cedo em sua vida através do trabalho. Em uma época em que as mulheres, basicamente, eram sustentadas por seus maridos por meio do matrimônio, é de se admirar a persistência da protagonista em seguir seus princípios, bem como é de se admirar a coragem da autora em defender seu ponto de vista, mais uma vez, tão diferente de sua sociedade.
Ainda estou seguindo a leitura, nos proximos post conto mais…
