14 de Maio de 2024 – Leitura de 1984

Estou no quarto dia de leitura de 1984 de George Orwell, cada página me faz pensar paralelamente nos tempos atuais, algumas semelhanças que assuta. As pessoas ficam cegas pelo poder, controle, dispostas a qualquer coisa mesmo! A opressão do pensar, o ser vigado o tempo todo a doutrinação das crianças ao ponto de denunciarem os proprios pais! A história de george mostra que muitas pessoas odiavam o partido e não concordavam com todas aquelas mentiras. Mas se eram os mais ativos nos trabalhos e nas ligas, como a Julia, mas o faziam como uma faxada. Eles tinham que representar, desempanhar um papel para sua sobrevivencia.

“Ao futuro ou ao passado, para uma época em que o pensamento seja livre, quando os homens forem diferentes uns dos outros e não viverem sozinhos; para uma época em que a verdade exista e o feito não possa ser desfeito: Da época da uniformidade, da época da solidão, da época do Grande Irmão, da época do duplopensar: saudações!”

As diseminações de mentiras e sempre mudando o passado, e fazendo com que as pessoas acreditassem que sempre foi assim, me faz pensar nas fake news que rodam a internet, colocando as pessoas numa bolha, onde se junta todos aqueles que acreditam nessas mesmas mentiras e, também, são dispostas a tudo para fazer essas mentiram se espalharem.

Winston ainda está descobrindo o caminho a seguir e o preço desse caminho. Mas o que me faz pensar muito é sobre o que el disse sobre sermos humanos. Com toda opressão e vililancia eles deixaram sua humanidade. Será que estamos a caminho disso? Será que seremos capazes de não perder nossa humanidade quando as tempestades, opressõe e as guerras vierem?

Os proletas, ocorreu-lhe subitamente, haviam permanecido nessa condição. Eles não eram leais a um partido ou a um país ou a uma ideia; eram leais uns aos outros. Pela primeira vez em sua vida, Winston não sentiu desprezo pelos proletas nem pensou neles como uma mera força inerte que um dia iria acordar para a vida e regenerar o mundo. Os proletas tinham continuado humanos. Não haviam endurecido por dentro. Apegaram-se a emoções primitivas que o próprio Winston precisava reaprender por meio de esforço consciente.”

Ainda estou em meio a leitura, e vou registrando tudo por aqui…

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