30 de Abril, 2024- Escrevendo para transformar: Histórias em meio ás guerras

Durante essa semana, vi tantas coisas acontecendo , tudo o que estamos vivendo. Ontem recebemos a noticia que Russia atacou Ucrânea novamente,  quatro pessoas morreram e 27 ficaram feridas em um ataque com mísseis russos contra edifícios residenciais e infraestrutura civil na cidade portuária de Odessa, no sul da Ucrânia…Onde vamos parar.

A leitura de a Sociedade Liteária e a Casca de Batata, terminou e hoje estou iniciando o livro “escritores da liberdade” – Todas essas leituras estão me dando bastante “bagagem” para as séries que quero fazer no blog ao mesmo tempo que me fortaleçe como pessoa diante de tantas turbulencias e tristezas deste tempo.

“Escrever coisas que acontecem conosco nos permite olhar objetivamente para o que está acontecendo ao nosso redor e transformar uma experiencia negativa em algo positivo e util. Esse processo requer muito trabalho, esforço e grandeza, mas é possivel…” Zlata Filipovic

Zlata Filipovic foi uma convidada do colégio Wilson ( os alunos de Escritores da Liberdade e a professora Erin ), para escrever o prefácio do livro pois já haviam conhecido ela e seus pais. Zlata começou a escrever seu diário antes da guerra da Bósnia. Quando a guerra começou em 1992 e todo o caos e terror se espalhou, seu diário se tornou um lugar de refugio, um amigo e nele ela podia escrever todos os seus medos , duvidas , esperança e tristezas.

Em meio á tudo isso, o modo de vida tornou-se primitivo, sem água, eletricidade nem gasolina, e os suprimentos de comida eram extremamente limitados. Na época, a UNICEF estava pedindo às crianças que tivessem mantidos diários durante a guerra para que mostrassem seu trabalho. Através da escola de Zlata, seu diário foi descoberto e selecionado para publicação em 1993. Quase imeditamente, o diário recebeu enorme publicidade e chegaram até chama-la de “Anne Frank de Sarajevo”, um título que sempre a deixou desconfortável, porque, diferentemente de Anne, ela teve a sorte de sobreviver. Zlata e sua família refugiaram-se em Paris em dezembro de 1993. Após passar uma temporada na Inglaterra, transferiram-se para Dublin, na Irlanda.

Histórias como essa me parte o coração, mas também renova minha esperança que ainda há beleza no mundo, ainda há pessoas que com seus talentos transformam não só suas vidas, mas também transmitem sua mensagem, transmitem esperança.

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