Quinta, 18 de Abril- 2024 – A arte de escrever

Um dos livros que está na minha lista para leitura ( e vou ver se consigo ler depois deste do Todorov) é A Arte de Escrever do brilhante Arthur Schopenhauer. E encontrei esta resenha na Amazon e aumentou ainda mais minha vontade de ler esta obra, pois parece que compartilho dos mesmos pensamentos.

Eu poderia falar que Schopenhauer é pedante, meio (ou muito) ranzinza e bem polêmico, porque tudo isso é verdade. Contudo, A arte de escrever nos traz muitas reflexões, e só isso já vale a leitura.

Schopenhauer começa criticando a leitura em excesso, aquela que não deixa tempo para o pensamento próprio; critica os eruditos vaidosos que buscam a todo momento promover a si próprios e os críticos literários que se vendem para elogiar um ou outro.

Ele fala que a abolição do latim foi um infortúnio para a Europa, uma vez que os livros escritos em línguas diversas necessitam de traduções, que são sempre imperfeitas. Diz que quando existia uma língua “única” era possível que o autor fosse compreendido por todos, da maneira que desejava, sem os desvios inevitáveis das traduções.

Ele critica os escritores que escrevem por dinheiro, os leitores que perdem tempo com livros ruins e só leem o que está sendo publicado naquele momento, que ele chama de livros de tinta fresca. Ele associa a falta de clareza e o rebuscamento à falta de conteúdo e à mediocridade.

Por mais atuais que sejam os comentários do filósofo alemão, é preciso lembrar, aqui e acolá, a época em que ele os escreveu – primeira metade do século XIX – para que ele não soe ainda mais pedante do que é.

Nesta manhã, escrevi no meu caderno de anotações recem criado. Nele vou anotar sobre reflexões dps livros que leio e aprendo, assim os aprendizados se fixam mais em minha mente.

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